O conceito atual de educação para a saúde tem subjacente a ideia de que a informação permite identificar comportamentos de risco, reconhecer os benefícios dos comportamentos adequados e suscitar comportamentos de prevenção.
A educação para a saúde tem, pois, como objetivos centrais a informação e a conscencialização de cada pessoa acerca da sua própria saúde e a aquisição de competências que a habilitem para uma progressiva auto-responsabilização.
Portaria nº196- A/2010 de 9 de Abril
Educar para a saúde implica desenvolver estratégias capazes de mudar atitudes e comportamentos dos envolvidos no processo. Mudar de atitude é uma condição necessária mas não suficiente para desencadear uma mudança no comportamento. A mudança no comportamento implica que a mensagem sejas eficaz, que haja uma rede de serviços de apoio a essa mudança e que o meio ambiente seja favorável. Há um conjunto de fatores que dependem do indivíduo mas ignorar os fatores externos é condenar qualquer tentativa de mudança.
“A Sexualidade é um aspeto central do ser humano durante toda a vida e abrange o sexo, a identidade e os papéis do género, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução. Sexualidade é experimentada e expressa nos pensamentos, fantasias, nos desejos, nas crenças, nas atitudes, nos valores, nos comportamentos, nas práticas, nos papeis e nos relacionamentos Enquanto a sexualidade pode incluir todas estas dimensões, nem todas são sempre experimentadas ou expressas. A Sexualidade é influenciada pela interação de fatores psicológicos, biológicos, sociais, económicos, políticos, culturais, éticos, legais, históricos, religiosos e espirituais.”
Definição elaborada como resultado da convenção internacional de técnicos de saúde sexual em Janeiro de 2002 e posteriormente revista por grupos de técnicos em diferentes partes do mundo. Disponível na página da OMS.